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quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Arte e a Crise

Ora pois. A crise instalou-se. E vai crescer, é melhor não nos iludirmos. E a Arte? e os Artistas? Qual é o nosso papel, em plena crise? Continuarmos no nosso "cantinho"? Fazermos "o que se pode", tendo em conta a crise? Conformarmo-nos? - nenhuma destas hipóteses me parece muito artística....

Sempre vi a Arte como inconformista, pioneira, agitadora de consciências. Não é a Arte DA guerrilha, é a Arte DE guerrilha. Provocadora. Agitadora. Inconformista.

O que sinto é que precisamos de nos encontrar num espaço livre, numa ideia, numa forma de dizer e fazer. Mas quando digo que precisamos de nos encontrar, não estou a falar nos encontros dos "quintais", mas no encontro de consciências, de vontades, de seres.

E como dizia uma cantiga que ouvia na adolescência "...quem tem medo compra um cão, quem tem sono vai dormir,  quem quiser que dê as mãos..."
Continuar, como se nada tivesse mudado, é dormir. Até podemos ser marginais, o que não devemos é colocar-nos à margem do que acontece, do que existe, do que é.

Olhar para fora ... por dentro. É o que temos de fazer. 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bart Simpson em "The Simpsons Sing the Blues"

É para quem sabe... Manter a voz de um "boneco", mesmo cantando...

Muito bom!

A voz é da actriz Nancy Cartwright que, só por curiosidade, também faz as vozes de Ralph Wiggum, Nelson Muntz, Todd Flanders e Maggie Simpson.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

dying Kevin Spacey

Ora aqui está uma prova de que menos por menos... dá mais...


Kevin Spacey em LA Confidential


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Meryl Streep in Angels in America

Aqui vai um exemplo de como se é grande quando se é inteiro, como dizia o nosso Fernando Pessoa. Meryl Streep, na fantástica mini série "Angels in America" (existe em dvd, não percam)interpretando 4 magníficas personagens... com a verdade que procuramos quando interpretamos.


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

"A verdade..."


“Ser actor é muito simples – é só preciso saber o texto e dizer a verdade!”. Sorri interiormente ao ouvir estas palavras a um querido amigo e óptimo actor – António Assunção – que respondia a um colega que se tinha estreado recentemente na profissão e que se debatia com a dificuldade “disto de se ser actor...”

Com que então é “simples”! Pois, de facto... o busilis está na “verdade”, não é António? Na verdade da personagem, não na nossa... Em não cair na tentação de impôr a nossa verdade à personagem, em não cair na armadilha de a julgarmos...

É no nosso ego que topeçamos, sempre que agarramos uma nova criatura (uma nova personagem). Tropeçamos no que não queremos revelar de nós, no que nos assusta reconhecer em nós. Tropeçamos nos nossos julgamentos, nas nossas crenças, na imagem de nós que queremos(cremos) mostrar aos outros.

É que antes de ser actor, o actor é uma pessoa. É por isso que acredito que para se trabalhar o actor se tem, primeiro, de trabalhar a pessoa.

Este é o encontro com a verdade de que António Assunção falava, naquela tarde de Verão, há 30 anos.

Luísa Ortigoso
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